Quando ele passa, o marujo português Não anda passa a bailar como ao sabor das marés Quando se ginga, põe tal jeito, faz tal proa Só p'ra que se não distinga se é corpo humano ou canoa
Chega a Lisboa, salta do barco e num salto Vai parar à Madragoa, ou então ao Bairro Alto Entra em Alfama, e faz de Alfama o convés Há sempre um Vasco da Gama, no marujo português
Quando ele passa com seu alcache vistoso Traz sempre pedras de sal no olhar malicioso Põe com malícia a sua boina maruja E se inventa uma carícia, não há mulher que lhe fuja
Uma madeixa de cabelo descomposta Pode até ser a fateixa de que uma varina gosta Sempre que passa, o marujo português Passa o mar numa ameaça de carinhosas marés
Compositor: Artur Joaquim de Almeida Ribeiro (SPA)Autor: Joao Linhares Barbosa (SPA)ECAD verificado obra #1396290 em 12/Abr/2024